Se o ministro falou…
Se eu escutei bem, agora há pouco, durante o programa Roda Vida, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, reconheceu pela primeira vez que a política externa de nosso País está orientada também por posições do atual governo. Isso contraria o que há algum tempo venho ouvindo de professores, jornalistas e especialistas em Relações Internacionais, que a política externa de um país deve funcionar mais como uma política de Estado do que uma política de governo.
Em relação a isso, já ouvi muita gente citar a atuação do assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, como uma voz dissonante, um ruído que conturba o trabalho do Itamaraty, que durante décadas desenvolve uma política pautada pela racionalidade e pelo pragmatismo.
Mas, agora que o nosso próprio chanceler reconheceu que, ao menos em parte, as idéias atribuídas ao governo Lula também orientam as posições do Brasil no relacionamento com as principais questões mundo afora, fica a dúvida: de que maneira e por quem deve ser denifida a política externa de um país?
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A foto que está no cabeçalho foi a forma que encontrei para lembrar o dia 24 de março. Há 32 anos, um golpe militar dava início àquela que talvez seja a época mais repugnante da história argentina. Mortes, seqüestros, torturas, 30 mil desaparecidos, roubos de bebês, violência e, para terminar, uma guerra absurda. Esses foram os únicos resultados logrados pelos militares que governaram a Argentina entre 1976 e 1985.
“No olvidamos, no perdonamos, no nos reconciliamos. 30 mil compañeros desaparecidos, presentes! Ahora y siempre!”
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Essa é a foto mais legal de todas!