Até tu, McCain?
Nos Estados Unidos, 22 senadores do Partido Republicano - entre eles John McCain, candidato à Casa Branca pela legenda - enviaram uma carta à Agência de Proteção Ambiental daquele país (EPA, na sigla em ilês) pedindo a alteração ou até mesmo a revogação de uma lei do Congresso americano que estabelece metas para a produção de etanol até o ano de 2022.
A preocupação, é claro, vem da crise humanitária desencadeada pelo aumento nos preços dos alimentos, que afeta sobretudo os países miseráveis. Como a lei prevê que, até 2022, 57 bilhões de litros de etanol sejam misturados à gasolina americana (cinco vezes a quantidade atual), e como o etanol dos EUA é produzido a partir de milho, teme-se que essa lei origine ainda mais aumentos. E, por conseqüência, ainda mais fome.
Segundo Jeffrey Sachs, conselheiro especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e diretor do Earth Institute da Universidade de Columbia (EUA), nos Estados Unidos, cerca de um terço da safra de milho é destinado à produção de biocombustível, o que se configura em um grande golpe para a oferta mundial de alimentos.
A ONU diz que o preço do milho subiu 100%, e quem já sofre com isso são países como México, Guatemala e Nicarágua, onde a tortilla, item essencial da culinária local feito com milho, está se tornando cada vez mais cara.
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